Delegação da Bahia vive expectativa para o VII EnconASA

Daiane Almeida – Comunicadora popular da ASA
UGT Apaeb/BA

Faltando poucos dias para a realização do VII EnconASA, encontro que celebra os 10 anos da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA Brasil), aproximadamente 90 participantes representando o estado da Bahia estão ansiosos pelo início do evento. Um deles é o agricultor familiar Otávio Barreto Araújo, um dos 66 delegados, que conta estar participando do evento pela primeira vez e não esconde a curiosidade.

“A expectativa é grande, a curiosidade então nem se fala. Participar de um evento como esses, poder aprender coisas novas e levar a informação para minha comunidade é bom demais”, enfatiza.

O agricultor que vai participar da oficina temática “Auto-organização e Direito das Mulheres”, afirma que vai levar as demandas de sua comunidade para a oficina e fala ainda da importância dos 10 anos da ASA Brasil para sua vida.

“A ASA é muito importante para mim e minha família, nossa vida mudou muito depois que conseguimos ter água em casa, é mais saúde para nossos filhos, aprendizado sobre agroecologia. Tenho certeza que, assim como outras pessoas, me faltam palavras para explicar tudo isso, para agradecer”, conta, emocionado.

Também agricultora familiar, moradora da comunidade do Canto, Tereza Rocha, presidente da APAEB Serrinha, acompanha a ASA desde o inicio de sua formação. Ela afirma que sua expectativa é muito grande. “Espero que todos nós participantes tenhamos muito a contribuir com as discussões das temáticas, propondo, sugerindo, pois isso é de grande importância para o fortalecimento da ASA e também na melhoria a qualidade devida dos agricultores e agricultoras familiares do semiárido brasileiro”, ressalta.

10 ANOS DA ASA
Sobre o tema do VII EnconASA, “ASA – 10 anos construindo o futuro e a cidadania no Semiárido”, um dos coordenadores executivos da ASA Brasil, Naidison Baptista, afirma que esse será o mote para debater outras temáticas além do acesso à água, como a economia solidária, a educação contextualizada, a agroecologia e a biodiversidade.

“Serão sete temas trabalhados. Os participantes do EnconASA vão primeiro visitar experiências relativas a cada um, depois trabalhar oficinas sobres estas visitas. Nestas oficinas teremos debatedores que são especialistas nos temas e a missão deles é justamente questionar, aprofundar essas experiências para a partir disso se projetar a construção de políticas”, afirma Naidison Baptista.

Ele também avalia que o desafio da ASA não é apenas mostrar o que ela é capaz de fazer, mas ajudar na construção de políticas públicas. “O grande desafio da ASA hoje é ver como ela amplia a experiência de educação contextualizada, como ela se insere e se coordena com outras redes para ampliar o processo de economia solidária, de assistência técnica agroecológica. Nós temos desafios enormes no Semiárido, que não são apenas a questão da água, que precisamos encarar conjuntamente com o governo e com outras organizações da sociedade civil”, reflete o coordenador.

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