VII EnconASA gera expectativas para a delegação do Ceará

“Viva, viva, viva o EnconASA! Viva o Sétimo Encontro Nacional da ASA”. Este refrão da música feita pelo agricultor João Bosco, do município de Chorozinho, no Ceará, em homenagem ao Sétimo Encontro Nacional da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (EnconASA), expressa alegria e expectativa que sentem agricultores, agricultoras, delegados e delegadas que partirão rumo à Bahia para participar do evento.

Feita de lutas, a caminhada do homem e da mulher cearense é marcada pelas buscas, conquistas, e, sobretudo, por acreditarem que um novo Semiárido é possível com a participação de todos e de todas. Acreditam que a vida de qualidade é possível com o compromisso gerado pela força da organização. Essa luta se estende na medida em que homens e mulheres são capazes de saírem do seu espaço e partirem em busca do outro para os debates, para as trocas de experiências.

É essa a ideia das pessoas que vão participar do VII EnconASA, na cidade de Juazeiro. “O encontro da ASA é sinal de vida para nós do campo, vamos conhecer novas experiências e levar o pouco de conhecimento que temos”, diz Dona Océlia Santiago, da comunidade Uruá, município de Barreira, Ceará.
Assim como Dona Océlia, delegados e delegadas acreditam que este encontro será um novo espaço para as discussões que geram vida, pois fluirão em torno da temática: construindo futuro e cidadania no Semiárido.

Trinta e oito pessoas escolhidas pelas microrregionais irão representando o estado. Conscientes da missão que assumiram – participar com experiências e repassar para as comunidades quando voltarem –, as pessoas já percebem que esse será momento de trocas de saberes. “Nas oficinas teremos a participação do Ceará com apresentação de experiência da comunidade Lagoa dos cavalos no tema acesso a terra”, frisa a coordenadora executiva da ASA pelo estado do Ceará, Cristina Nascimento.

A delegação sai de Fortaleza no dia 21 de março, levando produtos da terra como castanha, doce, mel, entre outros, além de sementes, artesanatos e símbolos que identifique o estado.

“Nossa perspectiva é que esse encontro seja marcado pela reafirmação de nosso projeto político de ASA, na construção de um Semiárido de vida e cidadania. Os debates sobre embate aos grandes projetos no Semiárido darão um rico tom de expressão política de nossa rede, especialmente por fazer o confronto a partir da realidade e vivencias dos agricultores”, afirma Cristina.

A alegria de poder encontrar e reencontrar amigos e amigas para festejar a caminhada também gera expectativas. “Espero, enquanto Ceará poder contribuir com o debate e fraternalmente nos confraternizar com tantos e tantas companheiros e companheiras pelas conquistas e vitórias nesses 10 anos de ASA. Viva o Semiárido, viva a ASA, viva a vida dos povos de luta do Semiárido!”, pontua a coordenadora.

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