Agricultores e organizações discutem experiências e debatem propostas para o Semiárido

Os participantes do VII EnconASA passaram a manhã desta quinta-feira (25) em oficinas temáticas para avaliar as visitas que ocorreram no dia anterior (24) e elaborar propostas para o Semiárido em torno dos sete temas abordados no Encontro. Confira abaixo um resumo de algumas oficinas:

Educação Contextualizada
 
A oficina girou em torno das experiências visitadas no dia anterior (24), no município de Curaçá e no distrito de Massaroca, em Juazeiro-BA. Durante a oficina foi relatada cada experiência e apresentado o vídeo Cartas no Semiárido Brasileiro, que destaca o trabalho de educação contextualizada do Projeto Fecundação, realizado no município de Coronel José Dias, no Piauí.
 
A partir das três experiências relatadas o grupo refletiu as contribuições de uma proposta de desenvolvimento para o Semiárido e as dimensões e as perspectivas que ainda faltam ser alcançadas. O grupo levantou uma variedade de questões como a organização dos produtores para atender as demandas da alimentação escolar, a formação continuada de professores, a estruturação física das escolas, o convívio da família no ambiente escolar, a necessidade da comunidade se apropriar do espaço como um lugar além das atividades estudantis,  e a valorização da cultura local dialogando com o global.
 
Além do debate estruturante, os participantes  pensaram sobre a prática metodológica da educação contextualizada. Edmerson  Santos Reis, professor e membro da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab) contribuiu para o debate refletindo que a educação contextualizada não significa apenas trocar elementos presentes no livro didático. “Mais do que isso [a educação contextualizada] é construir junto com os sujeitos uma visão de sociedade. É se perguntar que tipo de homem e mulher queremos formar, levando em consideração que contextualizar não é aprisionar o sujeito no seu lugar de origem mais dar a ele condições de dialogar com o mundo”, disse.
Água

Um dos facilitadores da oficina sobre água foi o coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas, Antônio Barbosa, que trouxe para a oficina a discussão acerca do papel da ASA e das políticas públicas no novo cenário mundial. O debate discorreu sobre a questão dos programas da Articulação e da necessidade do debate sobre o acesso à água estar “casado” com a estratégia de acesso à terra.

Durante a oficina, os participantes levantaram questões como: a gestão familiar da água, o empoderamento das famílias ao conquistarem as tecnologias sociais, gestão comunitária, assim como o acesso à água de forma simples e barata.
 
Para o agente de campo Eduardo Santos Rodrigues, do estado do Sergipe, participar da oficina e debater sobre as experiências que foram visitas fortalece o trabalho de gestão estratégica dos recursos hídricos que a ASA vem desenvolvendo ao longo de uma década.

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