Projeção para o futuro é tema da última mesa do VII EnconASA

Luciana Rios – Assessora de Comunicação do Sasop

Hoje (26), último dia do VII EnconASA, foi realizada a mesa redonda “Projeção para o Futuro”, que aconteceu no auditório principal da UNIVASF. A discussão, que contou com a participação de Maria Emília Pacheco, diretora da Federação de Órgãos para a Assistência Educacional e Social (FASE), Ivo Poletto, assessor de pastorais e movimentos sociais, e mediação de Aldo Santos, coordenaddor da ASA, abordou os temas debatidos durante todo o Encontro, numa perspectiva de futuro dos modelos de desenvolvimentos existentes: o dominante e o sustentável.

Maria Emília trouxe, durante sua fala, as consequências para o Semiárido do modelo de desenvolvimento dominante implantado na região, tendo no agronegócio seu maior representante. “O modelo do agronegócio inviabiliza o desenvolvimento das família, desaloja populações, coloca em permanente ameaça as nossa biodiversidade, não respeita a riqueza e a variedade de nosso modo produção”, explica.

Como contraposição a esse modelo, a diretora da FASE, diz que já está em curso a construção de alternativas, a exemplo do projeto político de convivência com o Semiárido, que vai de encontro à ideia do combate à seca, que vem ganhando sentido e se consolida com o sucesso das experiências concretas. “Os programas da ASA tem respondido aos direitos de agricultores e ampliado o sentido da relação entre as várias lutas: a da agroecologia, dos direitos das mulheres, da economia solidária”. Ainda segunda Maria Emília, é preciso cruzar estas temáticas e promover a interação e o diálogo entre redes e organizações que atuam nos temas transversais e possuem os mesmos princípios.

Para Ivo Poletto, estamos num momento de “milagre social”. “Estamos contribuindo para mudar a visão de Brasil, a partir da mudança de visão da caatinga”, declara. Ele destaca o poder popular como caminho democrático da disputa política. Para isso, a sociedade atua formulando e acompanhando a execução de políticas públicas e exigindo recursos. “Se quisermos garantir nosso direito de ter recurso público rápido para a construção de nossas cisternas em menos tempo, temos de aumentar nossa capacidade de fazer valer o poder popular. O poder soberano somos nós, se nos organizarmos e tivermos projetos políticos”, reitera o assessor.

O palestrante lembra que o modelo de desenvolvimento do agronegócio tem agredido o Planeta e provocado um desequilíbrio muito grande. “Temos de exigir mudanças rápidas ou teremos dificuldades de viver, principalmente, nas regiões da Caatinga, do Cerrado e da Amazônia. Estudos já alertam que a Terra não vai aguentar a presença humana e pode querer se livrar da nossa espécie para continuar sua pŕopria vida. Não queremos isso”, finaliza Poletto.

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