“O balanço do EnconASA é bastante positivo”

Gleiceani Nogueira – ASACom

Confira a entrevista que a Assessoria de Comunicação da ASA (ASACom) fez com os integrantes da equipe de organização do VII EnconASA Márcia Maria Pereira Muniz, do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), e Ademilson da Rocha Santos, o Tiziu, do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa). No depoimento, eles afirmam que o Encontro  foi bastante positivo, falam como foi o processo preparatório e a relação do EnconASA com a cidade de Juazeiro.

ASACom  – Como foi o processo de organização do VII EnconASA?

Márcia – Desde o início do processo de organização do EnconASA a gente buscou envolver as organizações de Juazeiro. Isso foi fundamental para o processo de sistematização das experiências. No processo de preparação a gente também se aproximou tanto dos Movimentos Sociais quanto das próprias Pastorais e da Resab [Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro], no sentido de criar um grupo mais coeso para pensar todo o processo do EnconASA, desde a questão da infraestrrutura até as visitas. A gente também se organizou em comissões. Teve uma comissão de infraestrutura, da caminhada e, na reta final, criamos uma comissão da feira e das visitas.

ASACom  –  O que significou para a cidade de Juazeiro sediar o VII EnconASA?

Tiziu – Juazeiro é o centro geográfico do Semiárido. Isso tem uma simbologia até porque aqui também tem uma caminhada histórica de entidades que fazem parte do Semiárido. A atuação e ação dessas entidades acumulam uma experiência junto aos agricultores e as agricultoras não só da região, mas do Semiárido como um todo. Então foi muito significativo para Juazeiro sediar o EnconASA. Foi aqui também que foi inaugurada a primeira cisterna do Programa Um Milhão de Cisternas [P1MC] e tiveram diversos seminários no final da década de 1990 e início da década seguinte ligados ao manejo e a captação da água de chuva. Então, Juazeiro, tem toda uma relação intrínseca com o surgimento e com a caminhada da ASA. 

ASACom – Qual é o balanço que vocês fazem do VII EnconASA?

Márcia – Apesar das dificuldades que a gente vivenciou no processo de preparação, a nossa avaliação é muita positiva. Foi bastante rica as visitas às experiências. Todo mundo gostou. Foi a coisa mais forte do EnconASA. O processo de sistematização culminou na reta final com uma ação onde as pessoas puderam ver na prática ações concretas sendo realizadas por agricultores familiares e que caminham na perspectiva do que a ASA se propõe que é construir um Semiárido diferente, sustentável e com mais vida.

Tiziu – O balanço é super positivo. Superou as nossas expectativas. E tem dois elementos que eu queria destacar: um deles foi o da gente encarar o debate sobre os modelos de desenvolvimento. Acho que isso foi crucial , principalmente, diante da efervescência desse modelo de desenvolvimento baseado nos grandes projetos que vem arrebentando com o meio ambiente e com as comunidades trabalhadas pelas entidades da ASA. Então ter dado força a esse debate foi um ponto crucial no EnconASA. Outra coisa que eu queria destacar é que este foi um EnconASA marcado pela emoção. E por quê? Pela emoção de celebrar 10 anos da ASA, de termos alcançados diversas vitórias, inclusive, a própria visibilidade do conceito de convivência como Semiárido.

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